quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Poema: Oh, Lua minha clara Lua!


Entre rijas tempestades de uma noite sombria
Em meio a ressacas marítimas incontroláveis
E depressivos barrancos, sem fim nem começo
Está a Lua

Iluminando os aterros
As montanhas e suas curvas
A retidão de escabrosos caminhos
Lugares longínquos marcados pela história
Oh, Lua minha clara Lua!


Graça visível a todos
Reluzente, luminosa, enigmática
Linda, encantadora, valorosa
Gira em torno do planeta água
Iluminado com sua beleza sublime


Esteve presente em inúmeros marcos
Presenciou a evolução
Foi com um deus por alguns povos
Ilustra o cenário dos seres
Oh, Lua minha clara Lua!


Hoje, a corrida rotina sucumbe a visão do ser
Quanto as majestosas obras da divindade
Obras deixadas como herança aos seres
Referências mais conhecidas do planeta
Oh, Lua minha clara Lua!


Com suas faces fez história
É lecionada por educadores e assim,
Nunca perde seu brilho e sim seus fiéis
Observadores
Oh, Lua minha clara Lua!


Tesouro deixado aos animais
Ao lobo que uiva no negrume das florestas
Aos apaixonados que fazem dela um espetáculo
A todos os iluminados
Oh, Lua minha clara Lua!


A essa terra que por vezes não reconhece
Este presente deixado seres vivos
Desde os primórdios da humanidade
Saudações!
Oh, Lua minha clara Lua!


Observem nossas riquezas
Não foram feitas por nós
Mas a ganância está destuindo
Parte deste misterioso mundo
Oh, Lua minha clara Lua!



Fases,
Frases,
Significados!
De todas as partes do mundo
Oh, Lua minha clara Lua!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Reflexão: FELICIDADE

Esse é um dos meus primeiros escritos. É uma reflexão. Espero que gostem!


A minha história é a mais linda de todas. Não por ter tido um final feliz pois, ela ainda não chegou ao seu término, mas por já ter marcado minha passagem neste mundo e por estar deixando marcas que comprovam como a vida depende de nossas escolhas.

Escolhas certas... Escolhas erradas...Escolhas!

Desde o início dos tempos as pessoas ao chegarem a esse mundo buscam apenas uma coisa: Felicidade.

Além disso, quando chegamos a um certo estágio da vida, que exija que nós comecemos a fazer escolhas do que faremos e quais metas e sonho almejaremos durante a vivência, nossa mente é focada apenas num propósito: Ser Feliz!
E passamos a procurar esta felicidade de diversas maneiras: no consumismo de bens materiais, nos amores, e até em realizações profissionais. E assim acontece com a maioria.


Já a infelicidade vem através da busca pela própria felicidade, no entanto, alguns delizes consequentes dessa busca nos trazem frustrantes experiências, frustrantes e inesquecíveis que, muitas vezes, nos limitam e nos sucumbem, impedindo-nos de arricar e possivelmente nos faz perder oportunidades únicas; e o pior de tudo é que na maioria das vezes, estas situações tornam-se irreversíveis. A infelicidade deixa marcas! Estes acidentes no percurso são originados principalmente por escolhas incertas, que fazemos sem previsão das consequências que virão.


Em função disso, o melhor a fazer é refletir em todos os momentos, antes de quaisquer escolhas e não se pode relevar opiniões e muito menos princípios pois, custa muito tentar, porque uma escolha certa nos faz subir um degrau da escada da satisfação pessoal e possível felicidade. Por outro lado, uma escolha incerta pode trazer tristes consequências, e estas ficarão marcadas em nossa mente e coração e se não tivermos a vontade e perseverança para superar as dores, seremos incrivelmente afetados e machucados, podendo nunca mais sermos os mesmos.


A vida é bela e até fácil de ser vivida. Nós que a dificultamos, então o melhor a fazer é saber o que realmente tem valor e assim seremos verdadeiramente felizes pois, a jóia que tanto procuramos está dentro de nós.


Escrito em 10 de abril de 2007.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Crônica: Nada mais que um baile


Em momentos atônitos repletos de obrigações não se dar conta das pequenas coisas que a vida proporciona aos humanos é algo corriqueiro.
Vale descrever uma experiência vivida que muito me impressionou e chego a dizer que até alegrou-me. Entretanto, descreverei como simples espectadora.
Era um sábado de junho não muito invadido pelo frio. Numa cidadezinha próxima a capital havia um estabelecimento, no qual, frequentemente, cantores brincavam com notas musicais e expressavam emoções através de letras entoadas por suas vozes sob um ritmo frenético.
Tudo aconteceu num espaço pequeno abarrotado de cabeças que sacolejavam, como num processo de produção contínuo. Músicas de origem norte e nordestina, assim como eram seus visitantes, vazavam pelas frestas do portão de entrada.
Em sua maioria, pessoas experientes, diria de meia-idade, cansadas do ritmo acelerado das ocupações intermináveis e ininterruptas da semana, independente de seu ofício, buscavam pura e simplesmente a diversão.
Sorriam, bebiam e dançavam como se estivessem num baile de emoções avassaladoras como eram nos bailes antigos, onde princesas dançavam nos luxuosos castelos da Idade Média.
Mesmo por poucas horas, para eles valia a pena gastar alguns trocados para verem alguns colegas de baile, dançarem com companheiras apenas algumas músicas e trocarem palavras com aqueles que se deleitavam da mesma diversão da noite.
Cavalheiros convidavam as damas para uma dança e outros apenas observavam, com um olhar libertino, o sacolejar daquelas mais extrovertidas. E o baile ia até altas horas.
Entorpecidos pelo álcool relaxavam ao tragar um cigarro e voavam ao som da música que saia do teclado, todos, sem exceção deixavam-se levar por aquele momento. Para eles, se a vida terminasse ali tudo acabaria bem, pois aproveitaram os últimos momentos.
Enfim, o que vale contar é que aquele baile, cujos cantores tinham o compromisso de animar o público com suas canções, era uma fuga do cansaço, das dificuldades, dos desencontros e discórdias de uma semana árdua para aqueles que têm pouco e vivem de um trabalho que exige muitos esforços.
Um momento de vazão, de clamor a vida e de manifestações em busca de uma alegria momentânea, da satisfação sonhada, e da sensação de cada dever cumprido, com suor e honra.
Era este o contexto vivido por aqueles que fizeram daquele momento, daquele baile, o maior de todos, pois foi naquele pequeno espaço escasso de luxo que aquelas pessoas deixaram-se levar pela alegria.